Para muitas pessoas, contratar um plano de saúde ainda pode parecer uma dor de cabeça. É uma infinidade de detalhes e termos desconhecidos que muitas vezes acabam nos desanimando durante o processo ou fazendo com que deixemos de lado algum detalhe muito importante.

Dentro deste cenário, a coparticipação de plano de saúde costuma ser uma das dúvidas mais comuns. Pensando nisso, elaboramos este guia completo para que você entenda tudo sobre esse tipo de contratação. Confira!

O que é um plano de saúde com coparticipação?

A coparticipação é uma das opções que você pode incluir no seu plano. Nesta, em particular, você terá que contribuir com uma pequena porcentagem no valor de todos os procedimentos que vier a realizar, além do valor das mensalidades.

Pode parecer uma opção ruim, porém o valor das mensalidades será mais baixo em virtude do pagamento da ajuda de custo durante as consultas e procedimentos. Cada operadora define suas regras de contribuição, enquanto a ANS fiscaliza para que não haja nenhum problema para os beneficiários.

Qual é a diferença entre um plano sem coparticipação e um com coparticipação?

Em questão da oferta de serviços, os planos com e sem coparticipação são exatamente iguais, oferecendo os mesmos benefícios e rede credenciada. A única diferença é que os valores dos planos com coparticipação serão menores, isso em razão das porcentagens que o beneficiário irá contribuir à medida que for utilizando.

A ANS avalia que cerca de 52% dos planos de saúde já implementados são com coparticipação. Isso demonstra que os beneficiários têm percebido cada vez mais as vantagens desse tipo de contratação: economia sem ter que abrir mão da qualidade do serviço.

Quem deve contratar a coparticipação de plano de saúde?

Os valores mais baixos com certeza chamam atenção, porém a opção com coparticipação não é a mais indicada para todos. Se você possui uma condição que faz necessário muitas visitas ao médico, a soma das mensalidades mais as porcentagens por cada consulta podem ultrapassar o preço de um plano sem coparticipação.

Perfis como idosos e mães com bebês recém-nascidos são outros no qual é indicado a opção sem coparticipação, devido a regularidade das visitas médicas. Contudo, se você realiza visitas esporádicas, apenas em casos de necessidade ou para manter a saúde em dia, a coparticipação pode ser uma boa escolha para você.

Quais modalidades de plano tem a opção de coparticipação?

Muitos acreditam que a opção de coparticipação existe apenas para contratações do tipo PME ou Empresarial, contudo isso não é verdadeiro. Esta opção também está disponível para as modalidades familiar e individual, e é oferecida por grande parte das operadoras atuantes no mercado.

Porém, não se surpreenda se algumas operadoras tiverem planos específicos sem a opção de coparticipação. Caso algum desses tipos te desperte interesse, verifique se a sua utilização justifica aquele valor. Se considerar que não vale a pena, recomendamos que você procure uma opção semelhante que ofereça coparticipação.

Como é calculada a coparticipação?

As regras de coparticipação são definidas individualmente por cada operadora, sendo que algumas optam por um valor fixo, por exemplo, cobrando sempre R$30 reais por uma consulta. Existe ainda a possibilidade de porcentagem, desta forma, a empresa irá cobrar do beneficiário uma porcentagem referente ao valor tabelado pelos prestadores.

Todos esses detalhes sobre a forma como a coparticipação será cobrada devem estar explícitos no seu contrato. Também fique atento, pois a ANS proíbe que seja cobrado o valor integral do procedimento, caso isso ocorra, procure a operadora ou algum órgão regulador para ser ressarcido.

Quais são as regras de coparticipação?

No final de 2018, a Resolução Normativa n° 433 estipulou novas regras que afetam diretamente os beneficiários que possuem ou pensam em contratar um plano de saúde com coparticipação. Em tese, as novas normas passariam a valer no final de 2018, porém por decisão do STF foram suspensas, sendo possível que entrem em vigor no ano de 2019.

Ainda assim, acreditamos ser importante que você esteja ciente do que está sendo proposto e decida se a coparticipação continua a ser a melhor opção para você.

  • Fazer com que o percentual cobrado seja o mesmo para todas as operadoras;
  • Determinar um valor máximo a ser pago mensal ou anualmente pelo consumidor;
  • Poder realizar 4 consultas por ano sem pagar a coparticipação;
  • Isenção da contribuição para alguns procedimentos, geralmente os mais complexos como tratamento para o câncer;
  • Valores dos procedimentos feitos em pronto-socorro passam a ser únicos.

Quais são as vantagens em ter um plano com coparticipação?

A maior vantagem dos planos com coparticipação é a economia que você pode ter se você utiliza pouco o seu plano de saúde. Outra vantagem é o fato das operadoras fixarem um teto para os valores e porcentagens cobrados, assim você saberá exatamente quais serão os seus custos, sem ser pego de surpresa como seria caso você utilizasse serviços particulares.

Para empresas, a coparticipação possibilita oferecer este benefício sem aumentar muito os custos. Além disso, incentiva o uso consciente do plano, já que o funcionário também precisa contribuir, evitando a possibilidade de um aumento no valor devido a um reajuste por sinistralidade.

Como saber se a coparticipação de plano de saúde é o melhor para mim?

Para saber se a coparticipação é ou não a melhor opção para você, faremos apenas algumas contas simples. Imagine que você se interessou por um determinado plano de saúde e seu valor sem coparticipação é de R$ 300, enquanto o valor com coparticipação é R$250.

Isso representa uma economia de R$50 mensalmente e de R$600 reais por ano. Agora é necessário avaliar o valor da coparticipação cobrado pela operadora, supondo que seja de 20 reais, você terá que realizar mais de 30 procedimentos por ano para que a opção sem coparticipação seja melhor.

Considerando que você viste o médico uma vez por mês, um número já bem acima da média, terá uma economia considerável. É claro que existe a possibilidade de uma eventual emergência, porém os casos de internação também têm um teto de coparticipação que é pago apenas uma vez, não pelos dias que você precisará ficar no hospital.

Informação é a melhor maneira de fazer a escolha certa. Avalie a sua frequência de procedimentos e compare com as opções de coparticipação das operadoras que lhe interessam, é uma decisão que pode salvar o seu orçamento.

Ainda com dúvidas? Confira todas as etapas sobre como contratar seu plano de saúde ideal.