Para corrigir a inflação e o aumento dos custos médicos hospitalares durante o ano, é comum que os planos de saúde apliquem reajuste, mais precisamente no aniversário do contrato. Durante o mês de maio a porcentagem do reajuste de plano de saúde é divulgada, sendo aplicada para cada cliente de acordo com o mês que o plano foi contratado.

Apesar da ANS atuar como órgão regulador, ela só estabelece um teto de aumento para os planos individuais e familiares, que no último ano foi de 7,35%. Para planos empresariais, seja com menos ou mais de 30 beneficiários, os reajustes são calculados por cada operadora.

Qual será o reajuste para planos individuais em 2020?

O aumento dos planos de saúde para pessoa física serão divulgados em maio. Contudo, veja quais foram os reajustes nos últimos cinco anos das operadoras do setor.

  • 2019 - 7,35%
  • 2018 - 10%
  • 2017 - 13,55%
  • 2016 - 13,57%
  • 2015 - 13,55%

Qual será o reajuste para planos empresariais em 2020?

O valor oficial do reajuste de 2020 ainda não foi divulgado. No entanto, olhando para os reajustes dos anos anteriores para as principais operadoras, é possível ter uma base comparativa. Estes valores referem-se a contratos com menos de 30 pessoas. Acima disso, o reajuste é uma negociação livre entre as empresas de saúde e os contratantes.

Amil Saúde

  • 2019 - 18,85%
  • 2018 - 19,97%
  • 2017 - 19,49%
  • 2016 - 16,33%
  • 2015 - 19,77% 

Veja a tabela de preços atualizada da Amil.

Bradesco Saúde

  • 2019 - 15,76%
  • 2018 - 20,89%
  • 2017 - 21,12%
  • 2016 - 16,49%
  • 2015 - 17,29%

Confira a tabela de preços da Bradesco antes do reajuste.

NotreDame Intermédica

  • 2019 - 17,22%
  • 2018 - 19,17%
  • 2017 - 17,45%
  • 2016 - 18,11%
  • 2015 - 18,11%

Veja a tabela de preços da NotreDame Intermédica.

SulAmérica Saúde

  • 2019 - 16,34%
  • 2018 - 19,18%
  • 2017 - 19,97%
  • 2016 - 16,31%
  • 2015 - 17,71%

Veja a tabela de preços da SulAmérica Saúde antes do reajuste 2020. 

Como é calculado o reajuste do plano de saúde?

O reajuste de planos com menos de 30 pessoas é feito através do agrupamento dos contratos. Isso quer dizer que a operadora junta todos os contratos e, através de uma média da utilização, define o valor do reajuste.

A grande diferença é que para planos contratados com um CPF, a ANS estabelece um teto para o reajuste. Já pelos planos adquiridos através de um CNPJ, não existe um teto e cada operadora aplica um percentual diferente.

Se o contrato é para mais de 30 pessoas, a negociação é direta entre empresa e operadoras de saúde, que farão uma avaliação da carteira para decidir qual será o reajuste.

Quais são os tipos de reajuste de plano de saúde? 

Existem três reajustes permitidos pela a ANS que podem ser aplicados, lembrando que as regras são diferentes para contratos acima de 30 vidas, sendo que abaixo disso existem os três tipos.

Reajuste anual

Divulgado em maio, o reajuste anual será aplicado no aniversário do contrato, ou seja, sempre na mesma data no qual foi assinado. Se a sua contratação é do tipo adesão, a data que vai ser contada é a que foi firmada entre operadora e administradora. Por isso, pode acontecer que beneficiários tenham reajuste no valor pouco tempo depois de adquirir o plano.

Reajuste por faixa etária

Ao contratar o plano, o valor é calculado de acordo com a faixa etária na qual você se encaixa, que segundo a legislação vigente é composta por 10 grupos:

  • 0-18 anos
  • 19-23 anos
  • 24-28 anos
  • 29-33 anos
  • 34-38 anos
  • 39-43 anos
  • 44-48 anos
  • 49-53 anos
  • 54-58 anos
  • 59 anos ou mais

Sendo assim, quando ocorre mudança de uma faixa para outra, as operadoras podem alterar o valor do plano. Mas fique atento, de acordo com os órgãos reguladores, o teto máximo permitido para essa variação é de 500%.

Reajuste por sinistralidade

O reajuste por sinistralidade é determinado apenas para contratações através de um CNPJ ou por adesão. O objetivo é compensar os gastos que foram realizados com atendimento que superaram o que era esperado para este período.

Para reduzir estes custos excessivos e tentar escapar desse aumento, os contratos empresariais podem contar com a opção de coparticipação, na qual o beneficiário pode contribuir com uma pequena porcentagem do valor dos serviços. A prática do reajuste por sinistralidade é polêmica, pois em alguns casos as operadoras não fornecem dados suficientes que possam justificar o aumento.

Fique atento às datas de reajuste e caso chegue à conclusão que o seu plano ficou muito caro, consulte um de nossos corretores para novas opções.