Por ser um investimento alto e que envolve um assunto tão sério como o nosso bem-estar, é preciso ter muita certeza ao escolher o plano de saúde ideal para você. Pensando nisso, nós, da Zelas Saúde, criamos um checklist com todos os pontos que você precisa se atentar antes de contratar um convênio médico. Confira todos os passos.

1 - Escolha o tipo de contratação do seu plano de saúde

O primeiro passo para a contratação de um plano de saúde é definir qual a modalidade. Isso varia, principalmente, de acordo com a quantidade de pessoas que entrarão no convênio médico e se o titular possui um CNPJ ou não. Aqui estão as 4 formas de contratação definidas pela ANS:

Individual

Feito para apenas uma pessoa, o plano de saúde individual pode ser contratado por qualquer indivíduo. É a única opção que possui acompanhamento próximo da ANS, mas que tem uma limitação de opções de planos e coberturas.

Familiar

O plano de saúde familiar é feito para você e sua família. Pode tanto ser contratado de forma individual para cada membro da família, ou através do CNPJ do titular, entrando na configuração de plano coletivo PME. A segunda opção permite alguns benefícios como acesso à uma gama maior de planos oferecidos pelas operadoras.

Coletivo por adesão

O plano de saúde por adesão é feito por meio de relação profissional classista ou setorial. Isso quer dizer que você poderá contratá-lo vinculando-se a um sindicato ou em associação de profissionais da mesma área, como advogados e médicos.

Coletivo empresarial

O plano de saúde empresarial é uma forma de contratação por CNPJ, podendo ser MEI, LTDA, SA e Eirelli. Normalmente é realizada por empresas e costumam ter o melhor custo-benefício. Para a contratação desta opção, você deverá contar com pelo menos 2 ou 3 pessoas no plano, dependendo da operadora.

2 - Tenha ideia de quais dependentes poderá incluir no convênio

Com base nos tipos de contratação, dependendo do convênio escolhido, você pode adicionar seus familiares como dependentes. Confira abaixo quais parentes podem ser incluídos no seu plano médico:

  • Cônjuge e companheiros em união estável;
  • Parentes consanguíneos de até terceiro grau: pais, filhos, irmãos, netos, avós, bisavós, tios e sobrinhos;
  • Filhos, enteados ou qualquer pessoa que esteja sob a sua guarda ou tutela judicial até completar 21 anos de idade;
  • Filhos, enteados ou qualquer pessoa que esteja sob a sua guarda ou tutela judicial entre 21 e 24 anos de idade, que sejam dependentes economicamente do titular do plano ou que esteja cursando a faculdade;
  • Pensionistas.

3 - Selecione um tipo de segmentação assistencial

Depois de entender qual é a melhor forma de contratação, você precisará entender que tipo de assistência você precisa. Dessa maneira, a ANS definiu três segmentações diferentes, sendo as seguintes:

Ambulatorial

Nesta modalidade você terá acesso apenas a exames, consultas e ao pronto atendimento dos hospitais da sua rede credenciada. Por não cobrir procedimentos de custos mais altos como cirurgias, internações e anestesias, costuma ser a opção mais em conta de assistência à saúde privada. O plano ambulatorial é ideal para quem cuida da saúde periodicamente e não tem problema em criar uma reserva financeira caso algum acidente aconteça e uma internação se torne necessária.

Hospitalar

No plano de saúde hospitalar, a cobertura é apenas para internações, cirurgias e outros serviços que demandam a infraestrutura do hospital. No entanto, pronto-socorro e pronto atendimento não são cobertos, assim como exames e consultas. Este é o plano ideal para quem faz um check-up por ano e quer apenas a segurança do plano de saúde para casos extremos. Com ele, ainda é possível optar por duas modalidades:

  • Plano hospitalar com obstetrícia: inclui cobertura para parto, mas não os exames de pré-natal. Ideal para mulheres que pensam em engravidar.
  • Plano hospitalar sem obstetrícia: não cobre o parto. Indicado para homens e idosas, barateando o custo do plano.

Ambulatorial hospitalar

O plano ambulatorial hospitalar é a opção tradicional e mais completa. Como o próprio nome já diz, é a combinação de serviços do plano ambulatorial e do hospitalar. Este é indicado para quem deseja ter maior segurança, tendo cobertura tanto para prevenção, com consultas e exames, quanto de cirurgias não planejadas.

4 - Defina a área de cobertura do seu plano

Outro ponto importante é a abrangência, ou seja, onde você precisará dos serviços da operadora. As opções que existem no mercado são:

Cobertura municipal

Nesta opção, os serviços são disponibilizados apenas em um único município. Assim, é ideal para quem não viaja ou não vê necessidade em ter uma rede de cobertura maior;

Cobertura de grupo de municípios

Como o nome diz, a assistência é disponibilizada em um conjunto de municípios. Sendo assim, ele é específico para quem faz pequenos deslocamentos nos arredores de sua cidade ou deseja aumentar um pouco a rede disponível;

Cobertura estadual

O plano estadual disponibiliza assistência apenas em um único estado. É desenhado para quem não costuma viajar para outras regiões, mas visita outras cidades ou quer se sentir mais seguro caso isso aconteça;

Cobertura de grupo de estados

Este oferece atendimento em alguns estados selecionados, sendo indicado para quem quer uma cobertura maior pelo Brasil, mas não precisa de toda a assistência do plano nacional;

Cobertura nacional

Dá acesso a atendimento em todo o território brasileiro. Ele é ideal para quem viaja frequentemente pelo país ou que procura segurança e cobertura onde quer que esteja;

Cobertura nacional/ internacional

Cobre não só o território nacional, mas também oferece auxílio e reembolso caso algo venha a acontecer no exterior. Se você gosta de visitar outros países e não quer contratar um seguro de saúde à parte, esse plano pode ser o ideal para você.

5 - Separe opções relevantes para sua rede credenciada

A rede credenciada pode ser um dos pontos mais importantes a ser analisado na pesquisa por um convênio médico. Mas o que isso significa? Bom, a rede credenciada é, basicamente, o conjunto de hospitais, laboratórios e profissionais que são cobertos por cada plano.

Com isso, também são a maior influência nas variações de preço de cada opção. Assim, quanto mais alto e mais caro o convênio, melhores e mais renomados nomes irão aparecer em sua rede credenciada. Pensando nisso, é indicado escolher planos que tenham apenas médicos e hospitais que você realmente irá utilizar.

6 - Conheça as vantagens de planos com reembolso

Se alguns dos seus médicos de confiança não atendem planos médicos, uma opção é contratar um seguro saúde que tenha reembolso. Quanto mais alta a categoria escolhida, geralmente mais alto o valor devolvido para o beneficiário.

O reembolso varia também de acordo com a empresa oferecida. Dessa maneira, tenha em mente que nas seguradoras os valores devolvidos costumam mais atrativos do que os das operadoras. Estude todas as alternativas e verifique qual delas melhor se encaixa no seu estilo de vida.

7 - Determine qual acomodação você deseja

A forma como você quer ser atendido caso você tenha de ser internado também é algo a ser pensado para não causar frustração no futuro ou gastos em excesso. Para isso, veja o que é melhor, ficar em enfermaria ou em apartamento.

Enfermaria

Na enfermaria você poderá dividir quarto com mais duas pessoas, ter acompanhantes só será permitido para menores de idade e idosos e o horário de visitas será fixo para estabelecer o bem comum de todos os pacientes que ocupam o quarto. Essa é a acomodação mais barata.

Apartamento

Na acomodação por apartamento, você terá um quarto só para você. Com isso, o horário das visitas é mais flexível e claro, o acompanhante será liberado para ficar no quarto junto com você de acordo com as regras do hospital. Essa modalidade é mais cara por disponibilizar mais privacidade e conforto.

8 - Saiba quando poderá começar a usar o plano contratado

Para saber quando você poderá começar a utilizar os benefícios do seu plano, a palavra-chave é “carência”. Ela corresponde ao período determinado para que o beneficiário tenha acesso à diferentes tipos de serviços e o prazo máximo é determinado pela ANS. Com isso, são elas:

  • 24 horas: urgência e emergência;
  • 180 dias: internações;
  • 180 dias: cirurgias e procedimentos de alta complexidade;
  • 300 dias: parto;
  • 2 anos: doenças ou lesões preexistentes.

No entanto, cada operadora define qual será a carência utilizada, respeitando sempre o prazo máximo definido. Com isso, se você desejar mudar de plano, não necessariamente será preciso cumprir as carências novamente, podendo utilizar das regras de portabilidade.

9 - Considere os valores na sua escolha

Ao passar por todos os pontos anteriores, provavelmente você já deve ter uma plano ideal em mente. No entanto, o passo seguinte pode assustar alguns, mas é um dos mais importantes. Planos de saúde costumam ter preços bem elevados, começando, em média, na faixa de R$200,00 mensais e podendo chegar até R$5 mil nas categorias premium.

Dessa maneira, existem algumas formas de baratear esses valores para que caibam no seu bolso, principalmente com a adesão de um convênio com coparticipação. Da mesma maneira, é importante saber que existem alguns pontos de atenção, como os três tipos de reajustes que eles sofrem, ocasionando no aumento da sua mensalidade.

10 - Tenha todos os documentos antes de solicitar a contratação

Agora que você já passou por todos os pontos e, provavelmente, já selecionou algumas opções de plano de saúde que deseja contratar, basta entrar com contato com o seu corretor de confiança, formalizar a proposta e apresentar os documentos necessários. Como a lista varia de acordo com cada contratação, aqui estão os papéis necessários para cada modalidade:

Documentos para contratação individual

  • Identidade;
  • CPF;
  • Comprovante de residência.

Documentos para contratação familiar

  • Identidade dos integrantes maiores de idade;
  • CPF dos integrantes maiores de idade;
  • Comprovante de residência;
  • Certidão de nascimento e identidade dos filhos, em caso de inclusão dos mesmos.

Documentos para contratação por adesão

  • Identidade;
  • CPF;
  • Comprovante de residência;
  • Diploma da faculdade ou comprovante de vínculo a um órgão (OAB, CREA, CRM).

Documentos para contratação PME e MEI

  • Identidade;
  • CPF;
  • Comprovante de residência;
  • Número do CNPJ.

Documento para contratação empresarial

  • Identidade;
  • CPF;
  • Comprovante de residência;
  • Número do CNPJ;
  • Contrato social;
  • Relação de FGTS.

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